As doenças renais representam um grande problema de saúde animal. Pesquisadores buscam constantemente novas tecnologias e soluções para lidar melhor com essas patologias. Surgiu então um novo marcador que revoluciona o diagnóstico renal: a Cistatina C.
O que é a Cistatina C?
Trata-se de uma proteína de peso molecular baixo, produzida no organismo de forma constante, com baixa variabilidade individual, que não sofre ligação proteica plasmática, excreção ou reabsorção tubular.
A Cistatina C não é afetada por raça, peso, idade, sexo, alimentação e processos inflamatórios. Apresenta alta correlação com a taxa de filtração glomerular e grande precocidade em relação à creatinina.
Está presente em todas as células nucleadas e possui papel crucial no catabolismo intracelular de peptídeos e proteínas. Inibe proteases, protegendo o tecido conjuntivo. Produz-se em ritmo constante, é livremente filtrada pelos glomérulos e metabolizada pelas células do túbulo proximal distal.
Descoberta em 1985, a Cistatina C é estudada como marcador endógeno promissor para avaliar a TFG e auxiliar no diagnóstico precoce da DRC.